sexta-feira, 6 de junho de 2014

A opinião de todos conta!



Em pouco mais de década e meia o Orçamento Participativo (OP) transformou-se num tema importante de reflexão, que interpela a acção governativa dos poderes públicos, o sentido da participação das pessoas e a própria democracia.
O pioneirismo do OP de Porto Alegre, no Brasil, ao qual se seguiu uma espantosa disseminação desse tipo de experiência um pouco por todo o mundo, com especial destaque para a América Latina e mais recentemente a Europa, foi fundamental para despertar a atenção de amplos sectores da sociedade para esta matéria. Desde organizações internacionais, como as Nações Unidas e o Banco Mundial, à classe política de inúmeros países, passando por sectores académicos muito diversificados, bem como por inúmeras organizações da sociedade civil, o interesse manifestado pelo OP tem crescido de forma significativa.
Segundo estimativas mais recentes, existem actualmente no Mundo mais de 3000 experiências de OP (Cabannes, 2009), a maioria das quais na América Latina. A Europa tem evidenciado também um grande dinamismo na adopção deste tipo de dispositivo de participação, podendo ainda destacar-se, embora em menor número, a emergência destas experiências na América do Norte, em África e também na Ásia.
Portugal também não ficou alheio a esta dinâmica. Depois da experiência de Palmela, iniciada no ano de 2002, outras iniciativas começam agora a dar os primeiros passos, sendo possível contabilizar já dezenas de experiências, promovidas por Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia.
A previsível disseminação do OP em Portugal nos próximos anos exige um esforço de reflexão e de sistematização sobre o potencial deste dispositivo para o aprofundamento da participação e da democracia ao nível local. Para que as autarquias portuguesas possam apropriar-se do Orçamento Participativo e transformá-lo numa prática efectivamente frutuosa, torna-se necessário produzir um enquadramento teórico-conceptual e técnico que favoreça a emergência de um novo referencial de participação cidadã.
Acima de tudo dar a entender que a opinião de todos conta!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ferreira de Aves





A freguesia de Ferreira de Aves é a maior freguesia do concelho de Sátão, ocupando quase toda a zona norte do mesmo. O povoamento inicial da freguesia remonta a épocas bem anteriores à fundação da nacionalidade, várias Orcas e outros vestígios pré-históricos atestam o início do povoamento de Ferreira das Aves.
Esta povoação foi ocupada pelos romanos. A história da freguesia ostenta pergaminhos de grandeza. Ferreira de Aves foi vila e concelho entre 1126 (com foral de D. Teresa mãe de D. Afonso Henriques). Teve foral manuelino de 10 de Fevereiro de 1514. Era composto pela atual freguesia e ainda pelas freguesias de Águas Boas e Forles.
Durante sete séculos foi concelho independente, sendo a sede Vila do Castelo. O concelho de Ferreira de Aves viria a ser extinto em 1836, passando a fazer parte do concelho do Sátão. Foi abadia da apresentação dos Duques de Cadaval.
O pelourinho ergue-se sobre soco de quatro degraus quadrangulares, de aresta, muito desgastados, prolongados por um quarto degrau mais alto, com arestas chanfradas, servindo de plinto da coluna. Esta tem fuste octogonal, de faces lisas, com saliências verticais em quatro faces alternadas da base, ao modo de garras. É encimado por estreito astrágalo, seguido de um grosso cordão torso, onde assenta o remate. O remate consta de um bloco quadrangular com a metade inferior arredondada, e faces cobertas com diversos motivos, em cujos cantos se erguem altos pináculos decorados com séries de pequenos cogulhos, rodeando um outro, central. As faces do bloco de remate são decoradas com pequenas aves, em posições diversas, um escudo nacional, e o que parece ser uma esfera armilar, símbolo pessoal de D. Manuel.
O pelourinho ergue-se defronte do edifício onde se supõe ter funcionado a antiga Casa da Câmara, tribunal e cadeia da comarca. Na sua fachada destaca-se uma lápide epigrafada, onde se podem ver duas aves afrontadas, unidas pelos bicos, em alusão ao nome do velho concelho, acompanhadas de uma legenda motiva, celebrando a construção do edifício no ano de 1595.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Igreja e Convento de Santa Eufémia de Ferreira de Aves



À beira de um regato, entre a Veiga e Vila Boa, é venerado o templo da igreja do antigo Convento de Religiosas Beneditinas, fundado no século XII, na freguesia de Ferreira de Aves.

O Convento de Santa Eufémia, das religiosas beneditinas de Ferreira de Aves, foi fundado em 1111 por iniciativa de Soeiro Viegas e Dona Maior Soares será a sua grande benfeitora.

Foi mandado construir junto à capela de Santa Eufémia sob a invocação daquela santa e até 1136 foi uma comunidade de eremitas.

Em 1202, por morte de Dona Maior e suas filhas o convento foi entregue a religiosos que, em 1206, já estavam a construir a igreja.

Em 1209 já estava reconstituída a comunidade feminina e era abadessa D. Maria Fernandes que, nessa qualidade, se manteve até 1228.

D. Filipa de Albuquerque foi a última abadessa perpétua de Ferreira de Aves e a partir de 1616 o convento é governado por abadessas trienais.

Entre 1624 e 1640 constroem novo edifício.

Foi extinto em 1891, data em que faleceu a última religiosa professa, Dona Joana Carolina de S. José. Foi um dos mais antigos conventos da Beira.

A Igreja do Convento de Santa Eufémia, do século XII, conserva os portais românico-góticos originais.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Prestação de Contas 2013

Qualquer dúvida pode ser esclarecida por mensagem no facebook do FERREIRA DE AVES PARA TODOS









Convocatória, Plano de Obras e Mapa de Limpezas




ATA nº2 - Ferreira de Aves



Fica a segunda ATA nº 2, qualquer dúvida, qualquer explicação pode solicitar no Facebook em mensagem privada:

https://www.facebook.com/ferreira.aves

PEDIDO


Peço a todas as pessoas que queiram reportar problemas da freguesia que nos enviem mensagem privada no Facebook, que iremos apresentar as mesmas nas reuniões de junta.
Qualquer tipo de problema, uma lâmpada de iluminação pública, caminhos rurais e urbanos, linhas de água, canos rebentados, passeios, placas de sinalização, ou qualquer outros problema que vejam.
FERREIRA DE AVES É DE TODOS